venerdì 19 gennaio 2018

ESTELLE VARGAS, "A tristeza enfeita-se"

Muito agradecemos a assinalação a Cristina Nunes da Cunha, que segue este blog desde 2013, e que nos deu aa conhecer a Poeta Luso-Italiana ESTELLE VARGAS. Tem vários livros publicados em italiano e recentemente publicou um livrinho de artista em português de que a nossa Leitora escolheu esta poesia. 
 

A TRISTEZA ENFEITA-SE

A tristeza enfeita-se,
põe-lhe uma toalha de renda
e uma jarra de flores
senão é feia e não vale a pena.
A tristeza enfeita-se,
chora à frente do espelho
a ver o rímel esborratar-se
ou então não chores.
Chora como se tivesses público
e aplaude solenemente.
Olha, vês? As sobrancelhas
arqueadas desta maneira?
Isso mesmo, muito bem.
A tristeza enfeita-se,
rega esses pensamentos,
murchos estragam a vista.
A tristeza veste-se para a festa,
põe o serviço bom na mesa
e a meio da ceia parte tudo
surpreendendo os convidados.
Veste-te, sê uma tristeza digna.
Aqui tens o xaile de lantejoulas,
vem que te penteio o cabelo.
A tristeza enfeita-se, toma,
calça os sapatos vermelhos
e dança ao ritmo dos teus soluços.
A tristeza é uma arte, como tudo o resto.
Não a estragues com tristeza barata,
desbotada e aborrecida. 


MAIS VALE… Michal Siwek



Pedimos aos alunos do segundo nível do Instituto Português de Santo António em Roma para escreverem sobre alguns provérbios portugueses, que têm em comum a sua expressão inicial: «Mais vale...».

Michal Siwek escolheu «MAIS VALE PERDER UM MINUTO NA VIDA DO QUE A VIDA NUM MINUTO»

Obrigado, Michal!



Este provérbio, à primeira vista, parece muito óbvio para mim. É lógico que é melhor perder um minuto da vida, em vez de perder toda a vida num momento.
Mas, olhando para o mundo de hoje, percebo que as pessoas não seguem esta indicação, tão óbvia.

Basta abrir qualquer jornal para ver as notícias sobre acidentes de estrada, onde muitas vezes faltava um minuto de reflexão ou bastou um minuto de muita pressa e a história termina com muita dor ou até mesmo com a morte. Portanto, cada um de nós concordará com este provérbio. Mas, infelizmente, o cérebro nem sempre é usado.

Eu sou um padre, então, aproveitando desse proverbio, eu gostaria de procurar um significado mais profundo.

As palavras de Jesus parecem opostas a isso: “Porque quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á.” (Marcos 8:35)

Jesus não nos convida, porém,  a tentar perder a vida física. Devemos desfazermo-nos do nosso tempo, da nossa preguiça, do nosso egoísmo e estar disponíveis para outros. Isso significa amor. E isto é o que o Papa Francisco nos ensina. Especialmente no que ele diz sobre um “barulho”. 

É preciso um “barulho” para sair de si mesmo e se entregar aos outros. Mas isto é, de acordo com a lógica deste mundo, uma perda de vida. O homem de hoje é dirigido a buscar os seus próprios prazeres. Mas isso pode dar a felicidade?

Pouco tempo atrás morreu Dom Manuel Martins, Bispo de Setúbal, em Portugal. Uma vez ele disse: “Qual é o padre, qual o cristão, que pode dormir descansado, ou descansado continuar a partcipar em lindas eucaristias de Natal, enquanto não fizer alguma coisa para matar a fome desta pobre gente?”

Respondendo, portanto, a este provérbio, eu digo: Sim, devemos estar atentos para não perder a vida num minuto. Mas, oferecendo-nos aos outros, não a perdemos. Recebemos mais de Jesus, que ofereceu sua vida para dar-nos a vida real.

P.e MICHAL SIWEK

giovedì 18 gennaio 2018

PAOLO PASQUINI sobre "A preguiça"



O nosso aluno de segundo ano, PAOLO PASQUINI, envia-nos este interessante texto sobre a preguiça.
Obrigado, Paolo!




SOBRE A PREGUIÇA: CONCEITOS E PRECONCEITOS



Eu tenho uma propensão natural para a preguiça.

Desgraçadamente, na minha vida, eu não pude realizar esta magnífica vocação.

Muitas vezes, virtudes morais encontram vulgares obstáculos pragmáticos.

Devo admitir que há algumas desvantagens na preguica extrema, qual, por exemplo, uma menor produção e uma menor probabilidade de alcancar objetivos pessoais. Mas são estas verdadeiras desvantagens? 

Talvez  nao, visto que na nossa vida de seres humanos hé duas tragédias:
 1. Não alcançar objetivos e 2. Alcançar objetivos (a segunda é mais terrível, porque é sem saída).

Outra desvantagem é o estigma social, um preconceito muito difuso, um juizo moral negativo sobre a preguiça e que pode levar à vergonha e ao sentido de culpa, uma combinação mortal.  Somente almas nobres podem resistir e continuar a perseguir “il dolce far niente” e  “la dolce vita”. 

Não é fortuito que estas expressões  existam em italiano: essas derivam do conceito latino de “Otium cum dignitate”, uma disposiçao filosófica e literário-estética totalmente desprovida de qualquer traço moral negativo. Pelo contrário, esta era uma característica apreciável e, certamente,  mais compatível com uma vida civilizada e respeitosa de si mesmo e dos outros, uma vida, além disso, com menor stress e competitividade e maior tempo à disposição, tranquillidade e possibilidade de reflexão e, certamente, com uma maior possibilidade de viver no momento presente, o que representa uma contribução importante para a saúde mental.

Apesar disso, eu devo reconhecer, de má vontade,  que uma enorme desvantagem existe na perguiça: os perguiçosos têm uma menor possibilidade de fazer erros e, por conseguinte, de aprender. 

Os meus erros foram muitos e vários. 

 “Errando discitur”- verdadeiro - mas eu teria preferido aprender menos...  

Roma, 10 de janeiro de 2018

PAOLO PASQUINI

 Il riposo, Belliazzi

Corrado Calabrò presenta "Janelas de silêncio. Poesias 2013-17" a Lisbona





Corrado Calabrò (Reggio Calabria, 1935) è un giurista, scrittore e poeta italiano, presidente dell'Agcom dal 2005 al 2012.
Sin dal 1960 Calabrò ha svolto anche un'intensa attività letteraria, come autore di poesia e narrativa. Per la sua opera letteraria, l'università Mechnikov di Odessa, l'università Vest Din di Timișoara e l'università statale di Mariupol gli hanno conferito, rispettivamente nel 1997, nel 2000 e nel 2015 la laurea honoris causa. Nel 2016 l'università Lusofona di Lisbona gli ha attribuito il Riconoscimento Damiao de Gois.

Opere letterarie:
    Prima attesa (1960), Guanda
    Agavi in fiore (1976), SEN
    Vuoto d'aria (1979 e 1980), Guanda
    Presente anteriore (1981), Vanni Scheiwiller
    Mittente sconosciuta (1984), Franco Maria Ricci
    Deriva (1989), Il Gabbiano
    Vento d'altura (1991), BM Italiana
    Rosso d'Alicudi, (1992), Mondadori
    La última luna de junio (1995), Franco Maria Ricci
    Ricorda di dimenticarla, romanzo,(1999), Newton & Compton,
    Le ancore infeconde (2000) Ed. Pagine, Lo scrigno
    Lo stesso rischio (Le même risque) (2000), Crocetti
    Una vita per il suo verso. Poesie (1960-2002), Mondadori, 2002
    Poesie d'amore (2004), Newton Compton
    La stella promessa (2009), ne “Lo Specchio” di Mondadori
    T'amo di due amori (2010), EditVallardi
    Dimmelo per SMS (2011), EditVallardi
    Password, (2011), Oédipus, Salerno
    Mi manca il mare, (2013) Genesi Editrice, Torino.
    Mare di luna, (2016) Il Convivio Editore, con uno scritto di Giuseppe Manitta.

Le poesie di Corrado Calabrò sono state tradotte in una ventina di lingue e pubblicate all'estero in più di trenta libri. Numerose sono le trasposizioni teatrali e musicali dei suoi versi, con recital in una trentina di città, anche all’estero.

NEIDE CARREIRA nell’edizione di Artrooms Roma

Per l’edizione di Artrooms Roma e’ stato selezionato un artista di nazionalità Portoghese, Neide Carreira:


Presso questo link si può trovare maggiori informazioni su tutti gli artisti che parteciperanno ad artooms roma https://roma.artroomsfairs.com/selected-artists/




NEIDE CARREIRA
Born in 1992 in Leiria, Portugal.
Lived in Paris and London.
Graduated from the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon, city where she currently lives and works.
Her practices crosses many subjects and mediums, focusing on drawing, painting and printmaking.
Has participated in several exhibitions, mostly in Lisbon.
Project

A series of paintings exploring the barriers between abstract and figurative, the dichotomies between spontaneity and deliberation, accident and control.